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Este microbook é uma resenha crítica da obra:
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Editora: 12min
Acampamentos militares... para emagrecer!?
Você provavelmente já ouviu aquela frase: "emagrecer é fácil, é só fazer exercício e comer direito. O difícil não é não saber o que fazer... é de fato fazer." Com o Ozempic e o Mounjaro dominando as conversas sobre saúde nos últimos anos, a ideia de perder peso virou quase um produto de prateleira. Mas e se, além do remédio, do treino solitário e da dieta esquecida na segunda semana, existisse um ambiente inteiro construído pra te obrigar a mudar? Como um acampamento para emagrecer?
Antes de continuar, uma pausa necessária. Se você está pensando em perder peso de forma significativa, o caminho mais seguro começa com um médico especialista, de preferência um endocrinologista ou um clínico com foco em obesidade. A ele se somam um nutricionista para montar um plano alimentar real, e um educador físico ou personal trainer para estruturar os exercícios. Esse trio é o padrão mínimo recomendado pela medicina séria. O que vem a seguir é jornalismo... não receita médica.
Dito isso, vamos ao que está acontecendo no mundo.
Nos últimos anos, uma indústria bilionária cresceu ao redor de uma ideia simples: tirar a pessoa do ambiente onde ela engordou e colocá-la em um lugar onde emagrecer é a única opção. Essa idústria tem três versões bem distintas, e cada uma delas diz muito sobre o que as pessoas estão dispostas a pagar... e a aguentar.
Existem hoje entre mil e dois mil acampamentos de emagrecimento na China. A imprensa internacional passou a chamá-los de "fat prisons" — prisões para gordos — depois que criadores de conteúdo começaram a documentar a experiência nas redes sociais. Um dos relatos mais viralizados foi o da australiana Egg Eats, que pagou cerca de mil e quinhentos dólares por um programa de vinte e oito dias e descreveu a rotina em vídeos que chegaram a cinquenta mil seguidores no Instagram.
O dia começa às sete e meia da manhã com uma pesagem obrigatória. Isso mesmo: você sobe na balança antes do café. Depois, quatro horas de exercício por dia, divididas em aeróbica, hit, spinning, boxe e treinamento de força. São dezenove aulas por semana, ou setenta e duas em um mês. O cardápio é controlado e servido em bandejas de metal, com café da manhã composto de pão, ovos cozidos e vegetais. Não há lanches entre as refeições. Não há delivery. Em alguns acampamentos, há câmeras fora dos dormitórios para garantir isso. Às dezenove horas e trinta, segunda pesagem. Depois, banho e descanso.
Quem sai satisfeito relata perda de peso real — a influenciadora TL Huang perdeu seis quilos em vinte e oito dias — e uma sensação de "reset" que vai além do físico. "Aquilo me fez reiniciar completamente e forneceu a estrutura de que eu precisava", ela disse à BBC. A camaradagem entre os participantes, todos com o mesmo objetivo, é um fator citado com frequência.
Mas os riscos são documentados e sérios. O nutricionista Luke Hanna, citado pela BBC, alertou que alguns acampamentos buscam perda de peso de um quilo por dia, bem acima do limite considerado seguro até mesmo sob supervisão médica. Quando o processo é rápido demais, o corpo não perde só gordura. Perde massa muscular. Em jovens, pode comprometer o desenvolvimento ósseo. E, psicologicamente, regimes extremos aumentam significativamente o risco de transtornos alimentares.
O caso mais trágico virou manchete internacional em dois mil e vinte e três. Cuihua, uma influenciadora de vinte e um anos e cento e cinquenta e seis quilos, havia documentado sua jornada para perder cem quilos no Douyin, o TikTok chinês. Ela havia frequentado vários acampamentos em diferentes cidades, perdido mais de vinte e sete quilos em dois meses... e morreu no segundo dia de um novo acampamento na província de Shaanxi, de "choque súbito", segundo relatórios. A mídia estatal chinesa usou o caso para alertar sobre os riscos da indústria desregulada. Uma investigação foi aberta. A família recebeu compensação financeira. Nenhuma regulação ampla foi implementada.
Em dois mil e vinte e quatro, o governo chinês lançou uma campanha de três anos contra a obesidade, exigindo refeições mais saudáveis nas cantinas escolares e atividade física nas empresas. O negócio dos acampamentos continuou crescendo.
Há exatamente o oposto do dormitório com câmeras. Em Hua Hin, a duzentos quilômetros de Bangkok, fica o Chiva-Som, um resort cinco estrelas fundado em mil novecentos e noventa e cinco que ganhou por anos seguidos o prêmio de melhor spa de destino do mundo pelo Condé Nast Traveller. O nome em tailandês significa "refúgio da vida" — e o lugar leva isso a sério.
O programa de controle de peso sustentável do Chiva-Som começa com uma consulta personalizada para entender os objetivos do hóspede. Não há uma rotina idêntica para todos. As atividades incluem tai chi ao amanhecer, sessões de pilates no reformer, HIIT moderado, yoga, caminhadas e terapias holísticas como acupuntura e massagem abdominal Chi Nei Tsang. A alimentação é elaborada pelo restaurante do resort com ingredientes do próprio jardim orgânico, servida com a mesma atenção gastronômica de um bom restaurante. Em um relato publicado, o jornalista Chris Wain descreveu um jantar com salada de pomelo, bacalhau com crosta de missô e sorbet de coco com pistache. Quem quiser uma taça de vinho da adega orgânica pode pedir.
O preço começa em cerca de setecentos euros por dia. Um programa mínimo de cinco noites sai por volta de três mil e quinhentos euros. Quatorze noites, o tempo recomendado para resultados mais consistentes, ultrapassa os dez mil euros.
Quem frequenta o Chiva-Som inclui desde Presidentes de grandes empresas e celebridades — Kate Moss é uma das hóspedes mais citadas — até pessoas comuns que decidiram investir seriamente na saúde. No TripAdvisor, os relatos são consistentemente positivos. Um hóspede que visitou o resort pela décima quinta vez recebeu resposta pessoal do gerente geral. Outro descreveu o lugar como "o melhor resort de saúde em que já estive, depois de viajar o mundo inteiro".
O limite dessa abordagem, porém, é claro: a transformação acontece dentro de uma bolha de conforto que não existe em casa. Quando o hóspede volta para a rotina real, sem chefs, sem consultores de bem-estar disponíveis vinte e quatro horas, a continuidade depende inteiramente da disciplina individual. Não há pesagem duas vezes por dia. Não há ninguém impedindo o delivery.
Entre o dormitório com câmeras e o resort com sorbet de coco existe um espectro inteiro de opções na Tailândia, país que se tornou um dos maiores destinos mundiais para retiros de emagrecimento. Lugares como PhuketFit, em Phuket, ou FitKoh, em Koh Samui, operam em ciclos de uma, duas ou quatro semanas com estrutura semi-militar — treinos de muay thai, HIIT, yoga e acompanhamento nutricional — mas em um ambiente aberto, sem grades e com mais autonomia.
O PhuketFit, por exemplo, usa tecnologia de escaneamento corporal em três dimensões para medir a composição do corpo ao longo do programa, oferece refeições preparadas por um chef premiado e permite que os hóspedes saiam para explorar a região. Os preços para quatro semanas ficam em torno de três a quatro mil dólares, tudo incluído. Um dos relatos publicados no site do programa conta que um participante perdeu oito quilos em vinte e seis dias e reduziu consideravelmente a gordura visceral.
A vantagem em relação ao modelo chinês é a supervisão mais cuidadosa e a liberdade de movimento. A desvantagem em relação ao Chiva-Som é a infraestrutura mais simples e o acompanhamento menos personalizado. É, no fundo, o meio-termo lógico entre a academia de guerra e o spa de luxo.
Huang, a criadora de conteúdo que narrou sua experiência no acampamento chinês para a BBC, foi para a Tailândia depois. Trinta dias de programa com duas horas de exercício por dia sob calor intenso. Na sua conta do Instagram, a jornada continua.
Três lugares, três lógicas, três preços, três tipos de resultado. A pergunta que fica não é "qual é o melhor?" — é "para quem cada um faz sentido?"
O que a ciência diz sobre isso é direto: noventa e cinco por cento das pessoas que fazem dietas restritivas recuperam o peso perdido. A variável que muda esse número não é onde você faz o retiro — é o que você constrói de hábito antes, durante e depois. O acampamento, qualquer que seja, é uma ferramenta. A ferramenta não funciona sozinha
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